cansado de tanto sofrer resolvo um dia deixar de amar compro um caixão e deito (o que dá na mesma)
o amor bicho amorfo que só atrapalha disfuncional inconsequente chato, repetitivo, obsceno nublado em sua própria complacência narcisista egocêntrico, tragicômico e vulgar medíocre em sua obsessão particular mas sempre SEMPRE essencialmente sempre Belo.
trinco meus dentes e salivo VOCÊ por entre eles
feridas enormes são borboletas escarlates à toa voando a minha volta ninguém diria que um dia foram lagartas feias de óculos, aparelhos e pernas finas
Eu não pedi muito Eu não pedi quase nada Eu só pedi você
duas borboletas tagarelando em volta de Minha Vida Ela acorda reclina-se, dorme e não vê o Amor passar
vencendo uma brecha na cortina a luz da manhã tenta me alcançar mas meu Amor eclipsa qualquer vestígio do dia