cansado de tanto sofrer
resolvo um dia deixar de amar
compro um caixão e deito
(o que dá
na mesma)
quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

- Essa foto-novela é do tempo de D. João Charuto (mas como ninguém leu mesmo, taí de novo). É interessante notar, porém, que se você substituir o assunto "destruição da camada de ozônio" por "aquecimento global", pouca coisa realmente mudou.
- Ela remonta à época em que uma determinada cantora de uma determinada dupla sertaneja se aventurou a protagonizar uma determinada novela. Se você não sabe de quem eu estou falando, não sabe a sorte que tem.
- A história também nos apresenta 2 personagens que se tornariam folclóricos: Adamastor (primo-irmão espiritualmente angustiado de Gilberio) e o já lendário Homem-Batata, Mestre dos Mestres, Guru dos Gurus, mequetrefe pós-moderno profissional. Enjoy.
- PS: o tamanho das letras nos balões ficou meio pequeno, então talvez eu refaça-os. Ou não.
- PS2: design by Adriana Cataldo (atual Zelig)
- PS3: fotos de?... PotatoMan?!!!
segunda-feira, 15 de dezembro de 2008
- Texto: papelão pintado - Sai daqui, seu verme! – a veia do pescoço saltava. O que você está fazendo aqui?!
- Sempre se perdia quando ía pro cemitério. De carro já se perdia, lá dentro mais ainda. Fizera toda a viagem nauseado. Entrando, tivera que tomar informações com um dos funcionários para chegar até a capela – recém-pintada; o cheiro das flores.
- Seu irmão, não parecia ele. Haviam posto um boneco ali para representá-lo mas, óbvio, não era ele. Uma grande farsa. Os funcionários do cemitério sempre faziam isso, já haviam embarcado o verdadeiro corpo para alguma ilha do Pacífico Sul, bem longe dali, onde viveria o resto de seus dias preguiçosamente entre os aborígenes, depois de ser ressuscitado num ritual às margens de um vulcão sempre prestes a entrar em erupção.
- Enquanto isso, deixaram aquela coisa velha de borracha lá, jogada, no seu lugar. Mas era tão inverossímil. Como a família não se queixara, não fizera alvoroço. Resolveu simplesmente entrar no jogo, fazer o seu papel.
- - O que é que você veio fazer aqui, seu filho-da-puta? Seu pescoço e peito estavam vermelhos, arfando.
- Agora sim, começara a perdoar o irmão por tudo que lhe fizera. Ali, vendo aquele boneco de borracha totalmente prostrado, como que vencido, finalmente era preenchido por uma estranha ternura, um estranho sentimento de generosidade.
- Aprendera, subitamente, a perdoar. Sim, era isso. Claro, pensou, poderia estar simplesmente sendo cínico, agora que está morto... Mas nada era assim, tão simples. Como se tudo agora fizesse sentido, a partir daquele momento, já decidira, passaria a ser uma pessoa melhor.
- Olhando para aquela máscara de borracha que se desmanchava em borrões de maquiagem, começou a se ater a detalhes em seu rosto que até então não notara, por nunca ter tido permissão para olhar, ou mesmo por vergonha.
- Descobriu várias coisas naquela mórbida geografia: uma decidida, sulcada (embora geneticamente aleatória - e isso o consolava) semelhança herdada de seu pai - enquanto ele ganhara os traços femininos da mãe. Descobrira então, afinal, que nunca conhecera realmente o irmão e uma luz azul brilhou em sua mente - fazendo com que todo o seu corpo estremecesse num frêmito.
- - Seu verme! Se você não sair agora... – a mãe segurava a moça pelo braço e pedia calma. Seu próprio irmão! Nunca fez nada por ele, e agora... Vai embora desgraçado, senão te furo os olhos...
- Aquilo não o chateava; compreendia. Mas queria ficar. Na verdade, tudo começava a tomar contornos surreais – a capelinha que parecia de papelão pintado, o rosto de cera do irmão se desmanchando no calor, a fúria melodramática da sobrinha... Tudo indicava que faziam parte de uma peça.
- Depois, o enjôo. Este se fora. Não sentia mais nada, só vontade de dormir. Não, dormir, não. Se deitar. Ali. Dentro do caixão.
- Foi quando ela mandou uma cusparada no seu rosto. Tentou, enfim, enfiar as unhas nos seus olhos. O irmão a segurou, junto da mãe e algum primo. Ele não se importava; estava resignado a permanecer lá, acontecesse o que acontecesse.
- - Onze anos! Onze anos e esse desgraçado nunca moveu uma palha! Podia ter ajudado... Tanto dinheiro, pra quê?! Enfia no rabo o teu dinheiro, agora, filha-da-puta! Nem uma visita, nem pra saber se estava pra morrer ou não...
- Então ela desistiu. Começou simplesmente a chorar. Mas pra ele já era tarde. Já se encontrava longe, flutuando, pairando desintegrado em mil pedacinhos, nalgum lugar perto dali.
sábado, 13 de dezembro de 2008
comercial Cerveja Skol "Código Redondo"
1ª parte da campanha publicitária da Cerveja Skol "Código Redondo" de 2007, feita pela "O2", com o ator Gilberto Behar
quinta-feira, 11 de dezembro de 2008
comercial Artplan "40 anos"
comercial feito pela "CaradeCão" em 2007, comemorando "40 anos de Artplan", com o ator Gilberto Behar entre outros
quarta-feira, 10 de dezembro de 2008
comercial Cerveja Crystal Itaipava
comercial para Cerveja Crystal Itaipava feito pela "Zeppelin" em 2006, com Gilberto Behar e Rafael Raposo
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